
No final eram duas mãos entrelaçadas que acariciavam-se demonstrando o que ali havia. Os olhos irradiavam sua felicidade e encontravam-se em outro par de olhos. Queria penetrar naquela alma confusa, ler seus pensamentos, fazer parte do seu caos (que talvez já fizesse). Os passos descompromissados levavam-nos a lugar algum, porque na verdade não queriam ir, aquele momento podia ser eternizado em pinceladas de tinta óleo como num quadro de DaVinci.
O vento trazia o cheiro daquele que não saia da sua cabeça, nem do seu coração. A lágrima havia secado há algum tempo, mas ainda tinha medo daquela dor e daquela mágoa. Buscava a verdade no dourado daqueles olhos a meia luz. Tinha medo das respostas. O sorriso meio sem juízo a acalentar os medos. A timidez dos seus cabelos embaraçados por entre seus dedos enovelados, por sobre os olhos fechados a revelar e esconder ao mesmo tempo o seu também sorriso desconcertado. O (re)encontro tinha gosto de menta, calor de pele em pecado e aquele mesmo cheiro conhecido. Tinha a lua no céu e a estrela esperando aquele mesmo pedido.
E no final eram aqueles mesmo lábios quentes e as mãos desatadas. O separar e o ir embora. Era aquele mesmo sorriso que derretia em manteiga seu coração aos pulos. Era o vazio da falta. Era sempre a saudade a ficar.

2 comentários:
Saudades...
Pessoas que nos fazem feliz sempre fazem muita falta!
"E no final eram aqueles mesmo lábios quentes e as mãos desatadas. O separar e o ir embora. "
amei!
Ameiii *--*
Concordo com a Belaa *-*
Saudadees pq a distancia existi néh ;/
Seguindoo :)
segui tbm se puderr :)
beijos ;*
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