
O sol invadia os olhos por trás das lentes degradê. Era um dia quente de verão, e ainda não havia visto mar. O sopro quente do vento dissipava as lembranças. Os cabelos esvoaçavam e lhe tomavam o rosto de bochechas rosadas. Fitava o horizonte, suspirava... céu azul. Quisera sair por ai sem rumo, nem prumo, só sonhos. Sem lágrimas, só sonhos. Mais uma tarde quente de verão, ainda não havia visto o mar, seus pés não tocaram a areia quente, o nariz não se embriagara de maresia. A mais quente das tarde de verão. Céu e nostalgia. Azul sem mar. O ir e vir dos carros agora invadiam suas lentes degradê sob o sol de verão.

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