Summer time

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E ele dizia nos seus versos “Enquanto houver luz os meus olhos não vão parar de procurar os olhos seus”. Suspirava... Lembrava dos castanhos que dantes navegavam em outros castanhos e se embebiam da alma um do outro. Se encontravam, se enlaçavam e desviavam. Desviaram-se e perderam-se em outros horizontes. E a luz dos olhos meus, posto que fosse chama, foi eterno enquanto durou. “Pus nos olhos vidro pra poder melhor te enxergar”, te li e te reli ,por dentro, por fora, do lado avesso, mas não pude evitar que como areia escapasse entre meus dedos, deixando aqui “a dor daquela mágoa”. Os versos ainda embalavam aquele coração perdido, mas não triste. Feliz por estar ali, feliz! Cantava como se o mundo fosse acabar, como se ele fosse escutar “só o que diz o lábio no beijo”. Mãos ao ar em palmas, num sorriso imperfeito. Cada canção uma história e ele vai embora. E daqueles olhos castanhos queria “um beijo ou simples abraço”, pois “da saudade eu tenho medo”, mas não tenho medo se sonhar!


P.s: os trechos citados no texto fazem parte de músicas do Nando Reis.

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