O sol entrava pela fresta entre as cortinas e contaminava o ambiente sombrio com sua cor amarelo- alegre. Fazia dias que não via so sol. As colchas reviradas, um porta retrato quebrado no chão, como se outrora ouvesse sido estilhaçado contra a parede. Fotos, papeis rasagados um cheiro de poeira e cinzas.
Naquele ambiente a vida só era percebida poelo respirar vindo do pé dacama e pelos soluços por vezes descompassados. O telefone já não tocava, a música já não mais consolova. Havia uma garrafa embaixo da cama e lágrimas no travesseiro.
Palavras não ditas, eram nós em sua garganta e as mentiras, espinhos em seu coração. A vontade, o orgulho, o medo, a dor. O amor quisera virar ódio, mas s´se sabia fazer amor.
Mais um gole, mais uma lágrima e o sol tornava a desaparecer.
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