Supressed

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E insistia em querer saber os porquês de continuar com aquilo que não era amor, nem raiva. Era vontade? Um querer sem ter. Um amar sem saber mais o que, pra que, por que. Um não amar? Um mar. No seu quebrar em espumas e sal. No seu par perfeito de areia e sol. Sol e vão. Um vão. Em palavras desconexas. Solidão. Um ouvi dizer. Nada. Te dizer. Nada. Silêncio. Alma. Tudo ou nada? No mais... Amor que não é amor vira amizade, desejo, vontade. Vira tudo que tem amor disfarçado de não amor cheio de porquês. No amor que é amor não há dúvidas só o incerto e o não medo, que não é coragem, de ir. Voar. Amar. Mar.

Breaking dawn

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O cheiro da liberdade ainda era como essência inebriante. A alma ainda não se acostumara a voar. Talvez algo ainda a prendia ao chão. O sol ainda distrai-se com as nuvens no céu e mantinha seus olhos à sombra. Eles tentavam sorrir, ruguinhas os ladeavam. Conversas vazias, música alta. Faltava pouco pra plenitude. O sol agora despontava no céu, derramando calor por todas as partes, como seu sorriso naquela manhã de início nebuloso. Os olhos outrora distantes, ainda miravam o vazio cheio de lembranças e desejos.

O ré do encontro

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O beijo selará o segredo oculto em almas voluptuosas e inquietas. O beijo selará o contrato entre dois corpos que se atraem, se contraem, se repulsam, se entrelaçam. O beijo acabará com o desejo, a vontade, a saudade.

A verdade, a mentira, caminham em passos iguais. O pensamento, o horizonte, voam longe, fitam os olhos, perdem-se na alma. A ida, a vinda, o caminhar silencioso, os olhares, a pergunta. O cheiro, o sorriso, o prosseguir.

O beijo acalmará o coração. O beijo inquietará o pulsar. O beijo perdido no medo. O beijo firmado no desejo, talvez não mais no amor.

Sono profundo

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E agora que você compôs essa canção
Esvaziou o ódio do seu coração
Viu que não é assim que você vai parar de chorar
E teus olhos que não podem nem mais se fechar
Se toda vez que fecham te fazem lembrar
Memórias que a mente insiste em guardar
Pra te fazer chorar
Pare de chorar
Feche seus olhos e durma
E vá sonhar no seu sono profundo [...]

                         Fresno